sexta-feira, 19 de junho de 2009
Novas tecnologias o novo desafio dos jornalistas
Por: Juliana Mascarenhas
A história do Jornalismo está diretamente ligada ao desenvolvimento de novas tecnologias e do uso delas no cotidiano. Desde a substituição das linotipos por máquinas off-set e, depois, das máquinas de escrever por computadores o cotidiano dos jornalistas tem mudado nas redações, bem como as características infra-estruturais dos locais de trabalho.
Desde sempre o Jornalismo esteve ligado à tecnologia. Por acaso os aparelhos de rádio, televisão, fotografia e os equipamentos para produzir materiais para estes suportes não estão diretamente ligados a ela? O que seriam o telefone, o fax, o velho telex e as máquinas de linotipia e clicheria senão formas de tecnologia?
Em todo o Brasil a modernização nas empresas de comunicação começou pela área gráfica e gerencial, na década de 70. Nas redações de Porto Velho o processo foi iniciado na década de 80, com a chegada dos computadores. Os jornais ALTO MADEIRA e O ESTADÃO DO NORTE foram um dos pioneiros na adoção e criação de uma rede informatizada.
Saiba mais sobre as mudanças nas Redações de Porto Velho com a chegada das tecnologias
Com a introdução dos computadores, os jornalistas tiveram de se adaptar a uma realidade profissional que incluía a exigência de maior qualificação, a especialização crescente, as modificações nas condições de trabalho e, sobretudo, a intensificação do trabalho.
A cada década do último século surgiram mídias e se desenvolveram ferramentas capazes de torná-las massivas e populares em poucos anos. Com a Internet não foi diferente. Criada pelos militares americanos no final dos anos 60, começou interconectando dez computadores. Hoje, trinta anos mais tarde, reúne, aproximadamente 300 milhões de computadores em 150 países do mundo. Em 2002 a Internet recebeu mais de 130 milhões de novos usuários e o número global atingiu mais de 620 milhões - 9,9% da população mundial.
O jornalismo na Internet ou jornalismo online vive seus primórdios. No Brasil, e em boa parte do mundo, ainda está “agarrado” aos velhos paradigmas do jornal impresso e se aproxima do rádio, quando se trata de conteúdo e forma textual. Os portais de ou com conteúdo jornalístico, mesmo os que dispõem de links para últimas notícias, continuam com características de jornal e revista impressa. A maioria dos sites de notícia ainda são divididos em editorias, com capa, manchetes principais e chamadas para notícias secundárias, banners comerciais e links para negócios. Assim, não é sem propósito que todos nós navegamos ou folheamos os sites jornalísticos com uma certa facilidade.
Desafios dos Sites Jornalísticos. Leia mais
As novas tecnologias são as câmeras ocultas que estão aí. Se fazem presente em nosso dia-a-dia como recursos ao alcance de qualquer jornalista. Com micro câmeras cada vez menores é possível filmar casos de prostituição infantil, médicos falsários e muitos casos com o novo jornalismo investigativo. Porém o jornalista tem que ter cuidado com a utilização desse instrumento para que as mico câmeras para que não invadam a intimidade das pessoas.
Como saber se não esta sendo filmado? Saiba mais sobre a utilização das micro câmeras no jornalismo investigativo
Nem repórteres, nem repórteres fotográficos, redatores, editores ou mesmo projetistas gráficos têm seus empregos ameaçados pela tecnologia, a curto e médio prazo. Ampliou-se, sem dúvida, o campo de suas atribuições. A reciclagem necessária para isso é do tipo que nos obriga a acrescentar às nossas habilidades o manuseio de sistemas informatizados e o conhecimento de processos de telemática, afora, uma percepção mais aguda do cotidiano.
A história do Jornalismo está diretamente ligada ao desenvolvimento de novas tecnologias e do uso delas no cotidiano. Desde a substituição das linotipos por máquinas off-set e, depois, das máquinas de escrever por computadores o cotidiano dos jornalistas tem mudado nas redações, bem como as características infra-estruturais dos locais de trabalho.
Desde sempre o Jornalismo esteve ligado à tecnologia. Por acaso os aparelhos de rádio, televisão, fotografia e os equipamentos para produzir materiais para estes suportes não estão diretamente ligados a ela? O que seriam o telefone, o fax, o velho telex e as máquinas de linotipia e clicheria senão formas de tecnologia?
Em todo o Brasil a modernização nas empresas de comunicação começou pela área gráfica e gerencial, na década de 70. Nas redações de Porto Velho o processo foi iniciado na década de 80, com a chegada dos computadores. Os jornais ALTO MADEIRA e O ESTADÃO DO NORTE foram um dos pioneiros na adoção e criação de uma rede informatizada.
Saiba mais sobre as mudanças nas Redações de Porto Velho com a chegada das tecnologias
Com a introdução dos computadores, os jornalistas tiveram de se adaptar a uma realidade profissional que incluía a exigência de maior qualificação, a especialização crescente, as modificações nas condições de trabalho e, sobretudo, a intensificação do trabalho.
A cada década do último século surgiram mídias e se desenvolveram ferramentas capazes de torná-las massivas e populares em poucos anos. Com a Internet não foi diferente. Criada pelos militares americanos no final dos anos 60, começou interconectando dez computadores. Hoje, trinta anos mais tarde, reúne, aproximadamente 300 milhões de computadores em 150 países do mundo. Em 2002 a Internet recebeu mais de 130 milhões de novos usuários e o número global atingiu mais de 620 milhões - 9,9% da população mundial.
O jornalismo na Internet ou jornalismo online vive seus primórdios. No Brasil, e em boa parte do mundo, ainda está “agarrado” aos velhos paradigmas do jornal impresso e se aproxima do rádio, quando se trata de conteúdo e forma textual. Os portais de ou com conteúdo jornalístico, mesmo os que dispõem de links para últimas notícias, continuam com características de jornal e revista impressa. A maioria dos sites de notícia ainda são divididos em editorias, com capa, manchetes principais e chamadas para notícias secundárias, banners comerciais e links para negócios. Assim, não é sem propósito que todos nós navegamos ou folheamos os sites jornalísticos com uma certa facilidade.
Desafios dos Sites Jornalísticos. Leia mais
As novas tecnologias são as câmeras ocultas que estão aí. Se fazem presente em nosso dia-a-dia como recursos ao alcance de qualquer jornalista. Com micro câmeras cada vez menores é possível filmar casos de prostituição infantil, médicos falsários e muitos casos com o novo jornalismo investigativo. Porém o jornalista tem que ter cuidado com a utilização desse instrumento para que as mico câmeras para que não invadam a intimidade das pessoas.
Como saber se não esta sendo filmado? Saiba mais sobre a utilização das micro câmeras no jornalismo investigativo
Nem repórteres, nem repórteres fotográficos, redatores, editores ou mesmo projetistas gráficos têm seus empregos ameaçados pela tecnologia, a curto e médio prazo. Ampliou-se, sem dúvida, o campo de suas atribuições. A reciclagem necessária para isso é do tipo que nos obriga a acrescentar às nossas habilidades o manuseio de sistemas informatizados e o conhecimento de processos de telemática, afora, uma percepção mais aguda do cotidiano.
terça-feira, 16 de junho de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Download para muita gente é língua de grego

É incrível como as tecnologias não param, lendo textos publicados em 2004 pra cá percebo o quanto nos mudamos e nos adaptamos a cada dia como o aperfeiçoamento da tecnologia. Em cinco anos tudo mudou ou melhor, não que mudou, mas melhorou. Neste texto abaixo mostra claramente o que eu estou querendo dizer.
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A revolução tecnológica já foi anunciada, mas ainda há resistentes. Alguns deles são radicalmente contra os computadores, celulares e outras parafernálias modernas. Outros, simplesmente se
adaptam às novas maravilhas tecnológicas. Programar o vídeo cassete, fazer uma ligação pelo celular, enviar um e-mail, mudar o canal pelo controle remoto e até fazer compras com o cartão eletrônico podem representar desafios hercúleos para algumas pessoas. Partindo da premissa de que a tecnologia existe para facilitar a vida do homem, por que tantos não conseguem utilizá-la?
adaptam às novas maravilhas tecnológicas. Programar o vídeo cassete, fazer uma ligação pelo celular, enviar um e-mail, mudar o canal pelo controle remoto e até fazer compras com o cartão eletrônico podem representar desafios hercúleos para algumas pessoas. Partindo da premissa de que a tecnologia existe para facilitar a vida do homem, por que tantos não conseguem utilizá-la?
A psicóloga Fátima Almeida é um exemplo de que a chamada tecnologia doméstica pode ser um desafio diário para muitos. Apesar de admitir que se esforça muito para se manter atualizada, Fátima enfrenta dificuldades diárias com o vídeo e o celular. "Não consigo dominar as funções mais simples, quanto mais acessar todos os recursos disponíveis nesses aparelhos", conta. As populares mensagens de texto pelo celular, no entanto, ela foi obrigada a aprender a enviar. Exigência da filha. "Os jovens têm muito mais facilidade para aprender essas coisas. Se eu não me adaptasse teria comprometido a comunicação com a minha própria filha", brinca.
Mesmo tendo no discurso oral a sua mais importante ferramenta de trabalho, a psicóloga reconhece que perde muito profissionalmente por não conseguir "mexer no email". Segundo ela, informações importantes sobre eventos e congressos deixam de chegar até ela tão instantaneamente. "Estou aprendendo aos poucos, mas não tenho muita paciência de ficar sentada na frente do computador. Acho tudo demorado na Internet", reclama.
No mercado de trabalho, a tecnologia torna-se quase imprescindível. Quase, porque muitas das grandes empresas contam com a ajuda de serviços de help desk. "Quanto ao escopo do nosso trabalho, atendemos a usuários em empresas de grande porte dando suporte à infra-estrutura de rede e serviços de primeiro nível conhecido como help desk, um serviço que foi, com o passar do tempo, difundido entre empresas de médio e grande porte", explica o técnico em informática da Fundação Roberto Marinho, Elton Melo.
Segundo Elton, em breve seu trabalho perderá um pouco o seu valor. As pessoas que precisam de seu serviço hoje, terão seus lugares ocupados por uma geração íntima da informática. "Diria que muitas são as dificuldades dos usuários de computadores e muitos ainda se encontram presos àquela velha máquina de escrever ou pelo menos sentem saudades dela. Isso para nós é positivo, pois são estas pessoas que garantem o pão nosso de cada dia. Acredito que futuramente em função da chegada de novas gerações esse perfil seja mudado. Hoje vemos crianças de cinco anos que navegam na Internet com a mesma naturalidade de como se estivessem brincando com seus carrinhos ou bonecas".
Mesmo tendo no discurso oral a sua mais importante ferramenta de trabalho, a psicóloga reconhece que perde muito profissionalmente por não conseguir "mexer no email". Segundo ela, informações importantes sobre eventos e congressos deixam de chegar até ela tão instantaneamente. "Estou aprendendo aos poucos, mas não tenho muita paciência de ficar sentada na frente do computador. Acho tudo demorado na Internet", reclama.
No mercado de trabalho, a tecnologia torna-se quase imprescindível. Quase, porque muitas das grandes empresas contam com a ajuda de serviços de help desk. "Quanto ao escopo do nosso trabalho, atendemos a usuários em empresas de grande porte dando suporte à infra-estrutura de rede e serviços de primeiro nível conhecido como help desk, um serviço que foi, com o passar do tempo, difundido entre empresas de médio e grande porte", explica o técnico em informática da Fundação Roberto Marinho, Elton Melo.
Segundo Elton, em breve seu trabalho perderá um pouco o seu valor. As pessoas que precisam de seu serviço hoje, terão seus lugares ocupados por uma geração íntima da informática. "Diria que muitas são as dificuldades dos usuários de computadores e muitos ainda se encontram presos àquela velha máquina de escrever ou pelo menos sentem saudades dela. Isso para nós é positivo, pois são estas pessoas que garantem o pão nosso de cada dia. Acredito que futuramente em função da chegada de novas gerações esse perfil seja mudado. Hoje vemos crianças de cinco anos que navegam na Internet com a mesma naturalidade de como se estivessem brincando com seus carrinhos ou bonecas".
TERRITÓRIO LIVRE
A Internet tornou-se tão natural para as crianças que é como se ela existisse desde sempre. Os livros das bibliotecas ficaram de lado e as pesquisas são feitas on line. Para os educadores, este método apresenta falhas, já que a rede é um território livre, em que há informações imprecisas e erradas, o que acaba por desestimular o aprendizado. Soma-se a isso os altos índices de violência nos grandes centros, que levam os pais a incentivarem seus filhos a ficar em casa, e a internet funciona como uma ferramenta de diversão e socialização. A estudante Andréia Moura, de 15 anos, afirma preferir ficar em casa a sair com seus amigos. "Quando me sento em frente ao computador esqueço da hora, converso com amigos online e me divirto com jogos virtuais", conta.Andréia diz ter se tornado fã desses tipos de jogos quando foi levada por amigos a uma Lan House (loja de jogos em rede). "Há três anos freqüento as Lan S praticamente todos os dias, mas ultimamente tenho preferido ficar em casa já que adquiri um computador melhor, com Internet a cabo. Como a conexão é melhor e não ocupa a linha telefônica, fico mais tempo na rede", diz a estudante. Além disso, a facilidade que os adolescentes têm de lidar com o mundo digital impressiona os mais velhos. "Minha mãe se assusta com a rapidez que eu digito, sem ao menos ter que olhar para o teclado", orgulha-se Andréia.
A Internet tornou-se tão natural para as crianças que é como se ela existisse desde sempre. Os livros das bibliotecas ficaram de lado e as pesquisas são feitas on line. Para os educadores, este método apresenta falhas, já que a rede é um território livre, em que há informações imprecisas e erradas, o que acaba por desestimular o aprendizado. Soma-se a isso os altos índices de violência nos grandes centros, que levam os pais a incentivarem seus filhos a ficar em casa, e a internet funciona como uma ferramenta de diversão e socialização. A estudante Andréia Moura, de 15 anos, afirma preferir ficar em casa a sair com seus amigos. "Quando me sento em frente ao computador esqueço da hora, converso com amigos online e me divirto com jogos virtuais", conta.Andréia diz ter se tornado fã desses tipos de jogos quando foi levada por amigos a uma Lan House (loja de jogos em rede). "Há três anos freqüento as Lan S praticamente todos os dias, mas ultimamente tenho preferido ficar em casa já que adquiri um computador melhor, com Internet a cabo. Como a conexão é melhor e não ocupa a linha telefônica, fico mais tempo na rede", diz a estudante. Além disso, a facilidade que os adolescentes têm de lidar com o mundo digital impressiona os mais velhos. "Minha mãe se assusta com a rapidez que eu digito, sem ao menos ter que olhar para o teclado", orgulha-se Andréia.
GUERRA DESIGUAL
Apesar de a maioria concordar acerca da importância de se adaptar às inovações tecnológicas, alguns profissionais são mais céticos em relação aos benefícios que essa suposta facilidade pode trazer para a vida de todos. E simplesmente rejeitam introduzir tanta modernidade no seu dia-a-dia e, principalmente, no trabalho. O jornalista Israel Tabak, que há 30 anos trabalha numa redação de jornal, viu de perto as alterações que a tecnologia causou na maneira de se fazer jornalismo impresso. "As mudanças tecnológicas, que prometiam trazer um mundo de inovações e novas opções de mercado para os jornalistas, foram como um balão que encheu e desinflou rápido. A Internet mudou as nossas vidas, pela rapidez que proporciona, mas, no tempo da lauda e da máquina de escrever, fazerjornal era muito mais criativo e interessante", lembra Tabak.
Segundo ele, as mudanças foram enormes e para pior. Tabak conta que os profissionais eram mais bem preparados, pois não ficavam apenas enclausurados na redação, falando ao telefone: eles iam à rua, viajavam e observavam. "Antes, os jornalistas transcreviam para o leitor o aroma das matérias: gestos, ambientes, comportamentos, nuances. Ficou baratinho fazerjornal usando a tecnologia. Tem máquina demais. O que falta é bom jornalismo", critica.
Segundo ele, as mudanças foram enormes e para pior. Tabak conta que os profissionais eram mais bem preparados, pois não ficavam apenas enclausurados na redação, falando ao telefone: eles iam à rua, viajavam e observavam. "Antes, os jornalistas transcreviam para o leitor o aroma das matérias: gestos, ambientes, comportamentos, nuances. Ficou baratinho fazerjornal usando a tecnologia. Tem máquina demais. O que falta é bom jornalismo", critica.
Discutir se a tecnologia trouxe boas ou más conseqüências para a humanidade é polêmica na certa. Principalmente no campo do jornalismo. Entretanto, resistir às inovações pode ser uma decisão arriscada para o profissional de comunicação que, de acordo com Tabak, trava diariamente uma guerra desigual contra o mau jornalismo e a informação pasteurizada.
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Após ler o texto podemos analizar que em 2004 a realidade tecnológica era totalmente diferente da que temos hoje, as pessoas parecem que estão aprendendo a lidar com o surgimento de tanta inovação, mas se pensarmos bem, até hoje continuamos assim, será que um dia vamos saber lidar com tudo isso?
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Transmigração também influenciou o nosso jornalismo
Seguindo as minhas pesquisar pela Internet, encontrei um texto que servirá de fonte de informações e de consultas, na elaboração do Projeto.
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Quando leio ou ouço comentários sobre dificuldades que se tem hoje para produzir texto jornalístico e fechar a edição de um noticiário ou de um jornal em Rondônia, eu fico pensando o que o interlocutor ou autor diria, se tivesse vindo antes, em épocas não tão distantes mas que, pela mudança violenta e célere dos meios tecnológicos da comunicação, parecem ser (as épocas) coisas do período pré-diluviano.O jornalista Euro Tourinho conta que quando começou a atuar em jornal, um dos produtos mais disputados na chegada de um navio (naquele tempo não havia rodovia) era justamente o jornal ou a revista, de onde redatores recortavam matérias para edições próximas. Mais modernamente, quando o jornal "A Tribuna" começou a circular, em 1976, os noticiários nacional e internacional eram "coletados" pelo mesmo sistema de "gilete-press", que consistia em alguém escolher a matéria a ser reproduzida e fazer o recorte que era colado numa folha de papel e diagramado (no caso de "A Tribuna", enquanto nos outros era paginado) para a edição do dia seguinte do jornal local.(Àquela altura os jornais de Rio, São Paulo e Brasília chegavam, religiosamente, no avião da tarde, e eram vendidos na banca do Silva, ao lado do Café Santos - esquina da Sete de Setembro com Prudente de Moraes - aliás, por que hoje eles não vêm mais?).Para noticiar o resultado do futebol, na "A Tribuna, o editor Ivan Marrocos datilografava (computador era coisa do filme "2001 - Odisséia no Espaço") os jogos da rodada e dava a lista para o Enéas "Alicate", nosso repórter de esporte, para ficar ouvindo os jogos e anotando resultados, quem fez o gol, etc. No "Alto Madeira" e em "O Guaporé" quem fazia isso, respectivamente, eram os jornalistas João Tavares e José Pedro Sá.Era comum, nas noites de domingo - porque "A Tribuna" também circulava às segundas-feiras, o pessoal da Rádio Caiari pegar conosco lá os resultados do futebol para ler no final da jornada esportiva deles.Tenho foto (que vou publicar em março no meu livro sobre os 100 anos da Imprensa em Rondônia) do repórter Luiz segurando um imenso equipamento, nada mais que um gravador, entrevistando o então governador Jorge Teixeira. Na TV, o cinegrafista penava com um equipamento de 15 quilos, pendurado ao ombro, além, claro, da filmadora.Fotógrafo mandar material do interior para Porto Velho era uma guerra. Perguntem ao presidente do Sinjor, Marcos Grutzmacher. Na cobertura da instalação dos municípios na BR-364, em 1977, o governador Humberto Guedes mandou que um avião, todos os dias, além de trazer materiais de interesse da administração, também trouxesse os filmes (de rolo) e as fitas de VHS para uso pelos jornais e TVs.O título deste artigo cita "Transmigração". Ela mudou muita coisa no nosso dia-a-dia amazônico. E, claro, também, na imprensa. Além da imensa mudança tecnológica, a transmigração influenciou o jornalismo local que vai completar um centenário ano que vem. Sobre este século da presença da Imprensa entre nós, vou lançar o livro "Da Caixa Francesa a Internet - 100 anos da Imprensa em Rondônia", com circulação prevista para março.Inté outro dia, se Deus quiser!
Fonte Jornal o Estadão do norte( 12/12/2008)
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Quando leio ou ouço comentários sobre dificuldades que se tem hoje para produzir texto jornalístico e fechar a edição de um noticiário ou de um jornal em Rondônia, eu fico pensando o que o interlocutor ou autor diria, se tivesse vindo antes, em épocas não tão distantes mas que, pela mudança violenta e célere dos meios tecnológicos da comunicação, parecem ser (as épocas) coisas do período pré-diluviano.O jornalista Euro Tourinho conta que quando começou a atuar em jornal, um dos produtos mais disputados na chegada de um navio (naquele tempo não havia rodovia) era justamente o jornal ou a revista, de onde redatores recortavam matérias para edições próximas. Mais modernamente, quando o jornal "A Tribuna" começou a circular, em 1976, os noticiários nacional e internacional eram "coletados" pelo mesmo sistema de "gilete-press", que consistia em alguém escolher a matéria a ser reproduzida e fazer o recorte que era colado numa folha de papel e diagramado (no caso de "A Tribuna", enquanto nos outros era paginado) para a edição do dia seguinte do jornal local.(Àquela altura os jornais de Rio, São Paulo e Brasília chegavam, religiosamente, no avião da tarde, e eram vendidos na banca do Silva, ao lado do Café Santos - esquina da Sete de Setembro com Prudente de Moraes - aliás, por que hoje eles não vêm mais?).Para noticiar o resultado do futebol, na "A Tribuna, o editor Ivan Marrocos datilografava (computador era coisa do filme "2001 - Odisséia no Espaço") os jogos da rodada e dava a lista para o Enéas "Alicate", nosso repórter de esporte, para ficar ouvindo os jogos e anotando resultados, quem fez o gol, etc. No "Alto Madeira" e em "O Guaporé" quem fazia isso, respectivamente, eram os jornalistas João Tavares e José Pedro Sá.Era comum, nas noites de domingo - porque "A Tribuna" também circulava às segundas-feiras, o pessoal da Rádio Caiari pegar conosco lá os resultados do futebol para ler no final da jornada esportiva deles.Tenho foto (que vou publicar em março no meu livro sobre os 100 anos da Imprensa em Rondônia) do repórter Luiz segurando um imenso equipamento, nada mais que um gravador, entrevistando o então governador Jorge Teixeira. Na TV, o cinegrafista penava com um equipamento de 15 quilos, pendurado ao ombro, além, claro, da filmadora.Fotógrafo mandar material do interior para Porto Velho era uma guerra. Perguntem ao presidente do Sinjor, Marcos Grutzmacher. Na cobertura da instalação dos municípios na BR-364, em 1977, o governador Humberto Guedes mandou que um avião, todos os dias, além de trazer materiais de interesse da administração, também trouxesse os filmes (de rolo) e as fitas de VHS para uso pelos jornais e TVs.O título deste artigo cita "Transmigração". Ela mudou muita coisa no nosso dia-a-dia amazônico. E, claro, também, na imprensa. Além da imensa mudança tecnológica, a transmigração influenciou o jornalismo local que vai completar um centenário ano que vem. Sobre este século da presença da Imprensa entre nós, vou lançar o livro "Da Caixa Francesa a Internet - 100 anos da Imprensa em Rondônia", com circulação prevista para março.Inté outro dia, se Deus quiser!
Fonte Jornal o Estadão do norte( 12/12/2008)
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Avanços Tecnológicos- Imprensa de Porto Velho
Começo o meu Blogger com o tema que será abordado no meu trabalho de conclusão de Curso(TCC). " Os Avanços Tecnológicos-Imprensa de Porto Velho"
O título pode ser mudado, mas o assunto proposto no trabalho será focada no Jornalismo local de Porto Velho ligado aos avanços tecnológicos na busca da melhor informação e a mais agil possível. No trabalho vou abordar a história do Jornalismo de ontem e o de hoje na capital de Rondônia.Vou entrevistar profissionais que trabalharam e continuam trabalhando, procurar saber como foi lidar com o surgimento de novas tecnologias,saber quais eram as maiores dificuldades de fazer um jornal impresso, televisivo, rádio e fotojornalismo antes do computador por ex. Tenho pra mim que esse assunto vai dispertar a curiosidade não só dos profissionais da área mas como de qualquer pessoa curiosa, se Deus quiser pretendo fazer um livro reportagem, bem humanizado, com histórias reais de jornalistas que nem sonhavam com a internet e com as que não vivem sem o computador hoje. Ja conversei com uns jornalistas e terei bastante material para pesquisar nos arquivos dos jornais e com as pessoas mais antigas que possuem seus arquivos pessoais. Escolhi o tema focado em Porto Velho pra não ficar um trabalho muito extenso e nem pra não correr o risco de viajar muito e fugir do tema central. Quero fazer um comparativo sendo assim as pessoas irão refletir o quanto o tempo não para e a cada ano surgem novas formas de 'facilitar' o trabalho do jornalista. Vou procurar saber também até que ponto a Internet ajuda e atrapalha nesse processo. Enfim, o projeto do trabalho esta em fase de implementalção. Tenho tudo pra elaborar um bom tcc afinal, escolhi um assunto bom pra ser trabalhado, com muitas fontes e que desperta a curiosidade de quem se interessa pela história do município, pode servir até pra vestibulandos que pensam em fazer jornalismo.
Aceito sugestões, beijos a todos e até os próximos capítulos.
O título pode ser mudado, mas o assunto proposto no trabalho será focada no Jornalismo local de Porto Velho ligado aos avanços tecnológicos na busca da melhor informação e a mais agil possível. No trabalho vou abordar a história do Jornalismo de ontem e o de hoje na capital de Rondônia.Vou entrevistar profissionais que trabalharam e continuam trabalhando, procurar saber como foi lidar com o surgimento de novas tecnologias,saber quais eram as maiores dificuldades de fazer um jornal impresso, televisivo, rádio e fotojornalismo antes do computador por ex. Tenho pra mim que esse assunto vai dispertar a curiosidade não só dos profissionais da área mas como de qualquer pessoa curiosa, se Deus quiser pretendo fazer um livro reportagem, bem humanizado, com histórias reais de jornalistas que nem sonhavam com a internet e com as que não vivem sem o computador hoje. Ja conversei com uns jornalistas e terei bastante material para pesquisar nos arquivos dos jornais e com as pessoas mais antigas que possuem seus arquivos pessoais. Escolhi o tema focado em Porto Velho pra não ficar um trabalho muito extenso e nem pra não correr o risco de viajar muito e fugir do tema central. Quero fazer um comparativo sendo assim as pessoas irão refletir o quanto o tempo não para e a cada ano surgem novas formas de 'facilitar' o trabalho do jornalista. Vou procurar saber também até que ponto a Internet ajuda e atrapalha nesse processo. Enfim, o projeto do trabalho esta em fase de implementalção. Tenho tudo pra elaborar um bom tcc afinal, escolhi um assunto bom pra ser trabalhado, com muitas fontes e que desperta a curiosidade de quem se interessa pela história do município, pode servir até pra vestibulandos que pensam em fazer jornalismo.
Aceito sugestões, beijos a todos e até os próximos capítulos.
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