quarta-feira, 20 de maio de 2009

Download para muita gente é língua de grego


É incrível como as tecnologias não param, lendo textos publicados em 2004 pra cá percebo o quanto nos mudamos e nos adaptamos a cada dia como o aperfeiçoamento da tecnologia. Em cinco anos tudo mudou ou melhor, não que mudou, mas melhorou. Neste texto abaixo mostra claramente o que eu estou querendo dizer.
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A revolução tecnológica já foi anunciada, mas ainda há resisten­tes. Alguns deles são radicalmen­te contra os computadores, celu­lares e outras parafernálias mo­dernas. Outros, simplesmente se
adaptam às novas maravilhas tecnológicas. Programar o vídeo cassete, fazer uma ligação pelo celular, enviar um e-mail, mudar o canal pelo controle remoto e até fazer compras com o cartão eletrônico podem representar desafios hercúleos para algumas pessoas. Partindo da premissa de que a tecnologia existe para faci­litar a vida do homem, por que tantos não conseguem utilizá-la?

A psicóloga Fátima Almeida é um exemplo de que a chamada tecnologia doméstica pode ser um desafio diário para muitos. Apesar de admitir que se esforça muito para se manter atualiza­da, Fátima enfrenta dificuldades diárias com o vídeo e o celular. "Não consigo dominar as funções mais simples, quanto mais acessar todos os recursos disponíveis nesses apare­lhos", conta. As populares mensagens de texto pelo celular, no entanto, ela foi obrigada a aprender a enviar. Exigência da filha. "Os jovens têm muito mais facilidade para apren­der essas coisas. Se eu não me adaptasse teria comprometido a comunicação com a minha própria filha", brinca.
Mesmo tendo no discurso oral a sua mais importante ferramenta de trabalho, a psicó­loga reconhece que perde muito profissio­nalmente por não conseguir "mexer no e­mail". Segundo ela, informações importan­tes sobre eventos e congressos deixam de chegar até ela tão instantaneamente. "Es­tou aprendendo aos poucos, mas não te­nho muita paciência de ficar sentada na fren­te do computador. Acho tudo demorado na Internet", reclama.
No mercado de trabalho, a tecnologia tor­na-se quase imprescindível. Quase, porque muitas das grandes empresas contam com a ajuda de serviços de help desk. "Quanto ao escopo do nosso trabalho, atendemos a usu­ários em empresas de grande porte dando suporte à infra-estrutura de rede e serviços de primeiro nível conhecido como help desk, um serviço que foi, com o passar do tempo, difundido entre empresas de médio e grande porte", explica o técnico em informática da Fundação Roberto Marinho, Elton Melo.
Segundo Elton, em breve seu trabalho perderá um pouco o seu valor. As pessoas que precisam de seu serviço hoje, terão seus lugares ocupados por uma geração íntima da informática. "Diria que muitas são as difi­culdades dos usuários de computadores e muitos ainda se encontram presos àquela velha máquina de escrever ou pelo menos sentem saudades dela. Isso para nós é posi­tivo, pois são estas pessoas que garantem o pão nosso de cada dia. Acredito que futu­ramente em função da chegada de novas gerações esse perfil seja mudado. Hoje ve­mos crianças de cinco anos que navegam na Internet com a mesma naturalidade de como se estivessem brincando com seus car­rinhos ou bonecas".

TERRITÓRIO LIVRE
A Internet tornou-se tão natural para as crianças que é como se ela existisse desde sempre. Os livros das bibliotecas ficaram de lado e as pesquisas são feitas on line. Para os educadores, este método apresenta fa­lhas, já que a rede é um território livre, em que há informações imprecisas e erradas, o que acaba por desestimular o aprendizado. Soma-se a isso os altos índices de violência nos grandes centros, que levam os pais a incentivarem seus filhos a ficar em casa, e a internet funciona como uma ferramenta de diversão e socialização. A estudante Andréia Moura, de 15 anos, afirma preferir ficar em casa a sair com seus amigos. "Quando me sento em frente ao computador esqueço da hora, converso com amigos online e me di­virto com jogos virtuais", conta.Andréia diz ter se tornado fã desses tipos de jogos quando foi levada por amigos a uma Lan House (loja de jogos em rede). "Há três anos freqüento as Lan S praticamente todos os dias, mas ultimamente tenho preferido fi­car em casa já que adquiri um computador melhor, com Internet a cabo. Como a conexão é melhor e não ocupa a linha telefônica, fico mais tempo na rede", diz a estudante. Além disso, a facilidade que os adolescentes têm de lidar com o mundo digital impressiona os mais velhos. "Minha mãe se assusta com a rapidez que eu digito, sem ao menos ter que olhar para o teclado", orgulha-se Andréia.

GUERRA DESIGUAL
Apesar de a maioria concordar acerca da importância de se adaptar às inovações tecnológicas, alguns profissionais são mais céticos em relação aos benefícios que essa suposta facilidade pode trazer para a vida de todos. E simplesmente rejeitam introduzir tanta modernidade no seu dia-a-dia e, prin­cipalmente, no trabalho. O jornalista Israel Tabak, que há 30 anos trabalha numa reda­ção de jornal, viu de perto as alterações que a tecnologia causou na maneira de se fazer jornalismo impresso. "As mudanças tecnológicas, que prometiam trazer um mun­do de inovações e novas opções de merca­do para os jornalistas, foram como um balão que encheu e desinflou rápido. A Internet mudou as nossas vidas, pela rapidez que proporciona, mas, no tempo da lauda e da máquina de escrever, fazerjornal era muito mais criativo e interessante", lembra Tabak.
Segundo ele, as mudanças foram enor­mes e para pior. Tabak conta que os profissi­onais eram mais bem preparados, pois não ficavam apenas enclausurados na redação, falando ao telefone: eles iam à rua, viajavam e observavam. "Antes, os jornalistas trans­creviam para o leitor o aroma das matérias: gestos, ambientes, comportamentos, nuances. Ficou baratinho fazerjornal usan­do a tecnologia. Tem máquina demais. O que falta é bom jornalismo", critica.

Discutir se a tecnologia trouxe boas ou más conseqüências para a humanida­de é polêmica na certa. Principalmente no campo do jornalismo. Entretanto, resistir às inovações pode ser uma decisão arris­cada para o profissional de comunicação que, de acordo com Tabak, trava diaria­mente uma guerra desigual contra o mau jornalismo e a informação pasteurizada.

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Após ler o texto podemos analizar que em 2004 a realidade tecnológica era totalmente diferente da que temos hoje, as pessoas parecem que estão aprendendo a lidar com o surgimento de tanta inovação, mas se pensarmos bem, até hoje continuamos assim, será que um dia vamos saber lidar com tudo isso?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Transmigração também influenciou o nosso jornalismo

Seguindo as minhas pesquisar pela Internet, encontrei um texto que servirá de fonte de informações e de consultas, na elaboração do Projeto.
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Quando leio ou ouço comentários sobre dificuldades que se tem hoje para produzir texto jornalístico e fechar a edição de um noticiário ou de um jornal em Rondônia, eu fico pensando o que o interlocutor ou autor diria, se tivesse vindo antes, em épocas não tão distantes mas que, pela mudança violenta e célere dos meios tecnológicos da comunicação, parecem ser (as épocas) coisas do período pré-diluviano.O jornalista Euro Tourinho conta que quando começou a atuar em jornal, um dos produtos mais disputados na chegada de um navio (naquele tempo não havia rodovia) era justamente o jornal ou a revista, de onde redatores recortavam matérias para edições próximas. Mais modernamente, quando o jornal "A Tribuna" começou a circular, em 1976, os noticiários nacional e internacional eram "coletados" pelo mesmo sistema de "gilete-press", que consistia em alguém escolher a matéria a ser reproduzida e fazer o recorte que era colado numa folha de papel e diagramado (no caso de "A Tribuna", enquanto nos outros era paginado) para a edição do dia seguinte do jornal local.(Àquela altura os jornais de Rio, São Paulo e Brasília chegavam, religiosamente, no avião da tarde, e eram vendidos na banca do Silva, ao lado do Café Santos - esquina da Sete de Setembro com Prudente de Moraes - aliás, por que hoje eles não vêm mais?).Para noticiar o resultado do futebol, na "A Tribuna, o editor Ivan Marrocos datilografava (computador era coisa do filme "2001 - Odisséia no Espaço") os jogos da rodada e dava a lista para o Enéas "Alicate", nosso repórter de esporte, para ficar ouvindo os jogos e anotando resultados, quem fez o gol, etc. No "Alto Madeira" e em "O Guaporé" quem fazia isso, respectivamente, eram os jornalistas João Tavares e José Pedro Sá.Era comum, nas noites de domingo - porque "A Tribuna" também circulava às segundas-feiras, o pessoal da Rádio Caiari pegar conosco lá os resultados do futebol para ler no final da jornada esportiva deles.Tenho foto (que vou publicar em março no meu livro sobre os 100 anos da Imprensa em Rondônia) do repórter Luiz segurando um imenso equipamento, nada mais que um gravador, entrevistando o então governador Jorge Teixeira. Na TV, o cinegrafista penava com um equipamento de 15 quilos, pendurado ao ombro, além, claro, da filmadora.Fotógrafo mandar material do interior para Porto Velho era uma guerra. Perguntem ao presidente do Sinjor, Marcos Grutzmacher. Na cobertura da instalação dos municípios na BR-364, em 1977, o governador Humberto Guedes mandou que um avião, todos os dias, além de trazer materiais de interesse da administração, também trouxesse os filmes (de rolo) e as fitas de VHS para uso pelos jornais e TVs.O título deste artigo cita "Transmigração". Ela mudou muita coisa no nosso dia-a-dia amazônico. E, claro, também, na imprensa. Além da imensa mudança tecnológica, a transmigração influenciou o jornalismo local que vai completar um centenário ano que vem. Sobre este século da presença da Imprensa entre nós, vou lançar o livro "Da Caixa Francesa a Internet - 100 anos da Imprensa em Rondônia", com circulação prevista para março.Inté outro dia, se Deus quiser!

Fonte Jornal o Estadão do norte( 12/12/2008)